3 perguntas ao Jean-Charles DECONNINCK após a publicação dos resultados anuais do Generix Group 2008/2009
Paris, 3 de Julho de 2009
Quais foram os acontecimentos que marcaram o exercício 2008/2009?
Num contexto económico global que se revelou particularmente difícil, durante pelo menos 6 meses do nosso exercício, conseguimos acelerar a nossa conquista de quota de mercado, principalmente devido a uma boa antecipação da procura, enquanto concluímos a integração de duas importantes aquisições.
Com a falência de Lehman Brothers, no dia 15 de Setembro de 2008, muitos projectos informáticos estruturantes, por exemplo os associados aos softwares ERP, tiveram de parar. A procura virou-se rapidamente para as ferramentas que permitem melhorar a performance do Supply Chain, para um rápido retorno sobre o investimento, rapidamente disponível e para a procura. O grupo soube responder às expectativas do mercado com soluções eficazes e disponíveis em Software as a Service, o chamado SaaS. Esta actividade evoluiu rapidamente, para culminar num crescimento de +64% pro-forma no decorrer do 4º trimestre do exercício.
O tesouro do nosso grupo, é o seu modelo tecnológico, funcional e económico que é totalmente compatível com o SaaS. A evolução do nosso modelo está hoje em via de realização. O grupo é o primeiro actor mundial a propor uma solução de software integrado de controlo da Supply Chain, Transportes e de Armazém em SaaS. Vários novos módulos complementares serão rapidamente comercializados e o grupo estará assim em condições de apresentar uma oferta completa até ao final do exercício 2009/2010.
Porque é que o grupo registou um resultado líquido negativo este ano?
Desde há 4 anos e após a nominação da nova equipa dirigente, o Generix Group tem levado a cabo uma política de investimentos empreendedora. Esta dinâmica traduziu-se em poucos anos pelo sucesso da reorganização estratégica, por um forte crescimento da actividade e dos resultados e por operações de crescimento externo significativas.
Em 2008/2009, o Generix Group fez investimentos operacionais importantes, com peso no resultado, a dois níveis. Por um lado, para integrar as aquisições e estruturar a empresa, por outro lado, para acelerar a evolução do nosso modelo para o SaaS. Pensamos que era preciso fazer este esforço uma vez que o SaaS é uma tendência duradoura no mercado.
A conta de resultado aparece desta forma negativa, com a influência de elementos que não foram realmente gastos pela empresa, como as amortizações. Quero sublinhar que soubemos preservar os equilíbrios financeiros da empresa, dado que apresentamos um cash-flow operacional positivo e que o nosso free-cash flow está próximo do equilíbrio, apesar dos importantes investimentos. O controlo da empresa pelo cash-flow é claramente estratégico para a empresa.
Quais são as perspectivas do Generix Group?
O Generix Group multiplicou a sua dimensão por 4 em 4 anos. É hoje o 7º editor francês, o 1º dedicado ao comércio e líder na Europa. O grupo beneficia assim de uma posição estratégica e passa a ser incontornável nos pedidos de propostas. A nossa oferta é claramente reconhecida como uma das melhores do mercado e estamos claramente adiantados no que diz respeito ao SaaS. Por outro lado, a nossa estrutura financeira é confortável, estamos muito pouco endividados. Encaramos desta forma o futuro com serenidade, com a ambição de manter a nossa performance e de voltar a um nível de rentabilidade satisfatório no mais curto prazo.
